O Espírito do Aiki

Aiki, a arte de anular a força de um oponente, pode ser demonstrada de várias maneiras diferentes, com diversos graus de precisão. Entretanto, a concepção total de todas as suas dimensões sutis é rara, devido à complexidade das dimensões espiritual, psicológica e física que o aiki engloba.

A dimensão espiritual do aiki envolve um número de fatores: poder de sugestão, psicologia e suscetibilidade. Por exemplo, pode ser possível executar uma técnica em certo dojo (local de treinamento) por seus praticantes estarem acostumados a este tipo de treinamento e são suscetíveis aos efeitos da aparência dessa técnica, um tipo de hipnose em massa. Em outro dojo, a mesma técnica pode ser completamente ineficiente. É inegável que algumas pessoas são mais sugestionáveis do que outras, e um instrutor carismático, que consiga interpretar bem essa sensibilidade, pode executar façanhas que parecem ser espantosas, como levar um atacante ao chão sem ao menos tocá-lo, ou permanecer imóvel enquanto várias pessoas o empurram. A relação entre o poder de sugestão e o verdadeiro poder mental em aiki é muito complexo, e não é fácil achar a diferença entre os dois.

Boa técnica de aiki é baseada na sabedoria de como o corpo responde a certos movimentos e graus de pressão. É fácil de se perceber que ombros relaxados e braços levemente arqueados geram mais poder do que ombros tensos e braços esticados, que o uso econômico de força física nos leva mais longe. Uma outra forma de aiki filosófico, kaishô no den (simplesmente abrindo os dedos amplamente quando se é segurado), torna mais fácil controlar o ataque. Outra forma é o atemi (golpes). Esse tipo de golpe é dado com a mão inteira, mas é precedido do toque de um dedo. Devido ao fato de o oponente reagir inconscientemente ao toque do dedo, ele então sente um único e leve golpe de atemi em seu corpo todo. Esse tipo de aiki atemi também é uma das técnicas secretas do Kung Fu chinês, ensinado somente aos praticantes mais velhos, e também tem sido aplicado em diversos sistemas de artes marciais japonesas tradicionais.

O aiki inclui muitas técnicas que funcionam com o princípio da roldana. Uma roldana pode mudar tanto a direção quanto a intensidade de uma força, utilizando-se do princípio da resistência zero. Mesmo com um pequeno movimento, uma roldana torna possível mover um grande objeto. Igualmente, quando um oponente segura o seu pulso, você pode mover outra parte do seu braço (o cotovelo, por exemplo), em vez de mover o pulso você o utiliza como uma “roldana fixa” e apresenta um contra-ataque mais forte. No entanto, se o oponente empurra ou puxa, ou tem uma pegada muito forte, esse tipo de princípio não funciona. Nesses casos, um movimento circular mais amplo com o corpo, como o movimento circular en no sabaki (fazendo o pé como pivô e girando amplamente com o outro, num ovimento como se estive varrendo) utilizado no estilo Ueshiba de Aikido, pode ser muito eficiente. Novamente, os princípios mais importantes são a não-existência e o redirecionamento de uma força.

Em termos práticos, nós utilizamos as técnicas de aiki-age e de aiki-sage. Quando um oponente segura o seu pulso, abra os dedos com uma certa força, mas mantenha o restante do braço relaxado. Se o seu braço todo estiver tenso, você não conseguirá reagir a empurrões e puxões repentinos. Ou seja, mantenha a calma, relaxe e abandone totalmente todo o uso de força desnecessária.

Texto extraído do livro “As raizes secretas do Aikido” de Shiro Omiya,

tradução Paulo C Proença,

supervisão técnica Shihan Wagner Bull

Um pensamento sobre “O Espírito do Aiki

  1. Hace ya muchos años vi la película de Stephen King, “La mitad oscura”. Creo que es una visión bastante acertada de mi conflicto interior. Este es mi pasado: http://www.youtube.com/watch?v=-MklbXuSu_Q&feature=relmfu.

    Tengo claro que lo que hacía no era Aikido, pero después de ver el vídeo, tampoco tengo claro si lo que hacía era Aiki-jutsu. No es que reniegue de todo lo que aprendí en más de una década, pero debo reconocer que me hace daño a la vista. Ayer practicando con mi Sempei Tere nos reíamos cuando comentábamos cómo había cambiado en dos años y medio que llevo en el estilo Aikikai . En él he encontrado mi paz interior.

    A la salida del Dojo un compañero me preguntaba que cómo lo hacía para trabajar con la mente. Jajaja! “¡No!” le respondí, “¡Es Aiki”. Durante mucho tiempo en mi anterior disciplina,practicaba con mi compañero de batalla José Diaz, con los ojos vendados. De agarres no tenía más misterio, y obviamente de ataques, indicábamos cuál, y el momento de iniciarlo. Y eso fue una larga rutina que creo que me ayudó a desarrollar lo que describe tu artículo: “El Aiki”.

    Aprendí a sentir el flujo energético de Uke, y así poder aprovechar la acción/reacción. Es inmenso saber que con una acción, provocas la reacción necesaria para hacer la técnica deseada. ¡Ese es el juego de poleas! Tuve que estudiar anatomía humana para mis grados,y así sabía exactamente qué es lo que estaba articulando en cada control, así como su punto óptimo de luxación.

    Actualmente cuando los compañeros ven videos de Real-Aikido, de técnicas policiales de aplicación del Aikido, o incluso del propio Kishintai al que yo pertenecí, no puedo evitar sentir indiferencia por esos estilos. No tengo ganas de usar la fuerza, prefiero la templanza y el poder del Aiki. Esos estilos se puede copiar, pero “hay que quitar muchas hojas antes de llegar al corazón de la alcachofa”.

    Creo que si consigo mantener la calma, relajarme, abandonar todo uso innecesario de la fuerza; en definitiva, estar en paz, es porque anteriormente, hice todo lo contrario.

    Deseo de corazón de este comentario haya ofendido a nadie. Soy un aikidoka en proceso de reconversión.

    Saludos.

    T.L.S

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s