Aonde começa nosso treino

Muitas vezes precisamos entender aonde começa o nosso treino e onde começa o treino do nosso parceiro. É muito comum observar que quando treinamos temos a enorme satisfação em “ajudar” nosso parceiro corrigindo o seu movimento. Este é um momento delicado. É muito fácil notar que não existe nenhuma maldade nessa atitude, mas não devemos incentiva-la. Primeiro que deve existir um sensei (ou sempai) no treino que estará mais apto a fazer as devidas correções. Segundo estamos todos buscando nossas verdades, e nem sempre (aliás quase nunca) a minha expectativa de treino é igual ao do meu parceiro.

Por isso devemos deixar que nosso parceiro busque ajuda, pois ele sabe qual a sua expectativa, e assim ficará mais fácil para o sensei orientá-lo. É muito comum em nossa cultura procurarmos ser solidários com as dificuldades de outras pessoas, mas no caso de um treino de arte marcial não devemos confrontar essas dificuldades diretamente, devemos sim, deixar que nosso parceiro descubra isso por ele mesmo, pois só assim ele poderá encontrar evolução dentro do seu caminho marcial.

Claro que observamos que é mais fácil enxergarmos o cisco no olho do nosso parceiro, que o poste na frente dos nossos próprios olhos. Por isso, vamos procurar ver os nossos defeitos no treino e não os defeitos dos nossos parceiros. Vamos procurar evoluir dentro do nosso caminho marcial, pois isso com certeza ajudará também nossos parceiros de treino.

(@Varela_San)

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