O aquecimento no Aikido

Fazer aquecimento é de suma importância em qualquer atividade física. Qualquer atleta deve fazer um alongamento antes de iniciar sua atividade. Na prática do Aikido isso não é diferente. Porém percebo que muitas escolas fazem um aquecimento não muito adequado para a prática. O aquecimento de uma aula de Aikido, deve ter como princípio obedecer aquilo que será demonstrado na aula que vai se seguir. De nada serve, fazermos um forte alongamento nas pernas, se a proposta da aula for ser aplicar torções (Sankyo, Yonkyo, Kotegaeshi, etc.). O aluno não estará preparado para a aula, e poderá sofrer até mesmo alguma contusão, devido a falta de alongamento nos pulsos.

Por esta razão eu preparo uma aula de Aikido, como se estive preparando uma aula de Matemática. É fundamental preparar a aula que será ministrada, repassar o conteúdo da matéria, bolar exercícios, analisar aonde os alunos terão as maiores dúvidas. Enfim estar preparado para aquela aula. No Aikido não pode ser diferente. Acredito até que a preparação deva ser mais minuciosa ainda, visto que uma aula má executada poderá machucar um aluno, e isto tem que ser evitado a qualquer custo.

Por isso quando vejo um alongamento que se estende por mais de 15 minutos, já começo a perceber que a aula não foi preparada. O instrutor está fazendo uma série de alongamentos de uma forma geral, como já o faz em todas as aulas. Isto no meu entender é errado! O aquecimento deve ter um sentido prático, e não deve ser um processo qualquer com uma rotina pré-determinada. Como professores devemos ter o bom senso de preparar nossas aulas. Se temos a intenção de demonstrar um Nikyo durante uma aula, não precisamos ficar 10 minutos alongando pernas, mas pelo menos 5 alongando os pulsos.

Também percebo que quando uma aula tem um monte de técnicas, em geral esta aula não foi preparada, ela foi “acontecendo”. Para mim fica claro que a aula foi sendo preparada no momento que está ocorrendo. Isto pode ser perigoso, porque o professor pode não estar preparado para o que pode ocorrer durante a prática. Vejo como uma boa aula de Aikido, quando aprendemos (ou tentamos aprender) no máximo 2 técnicas.

Enfim, esta é a forma que procuro seguir quando ministro minhas aulas, sempre preparando antes, vendo qual o melhor aquecimento à ser aplicado, dúvidas que podem ocorrer na prática, e problemas que tenho que orientar para que ninguém se machuque. E com tudo isso preparado antes de uma aula, bastam 10 minutos que aquecimento para ter uma aula bem dinâmica e proveitosa.

(@Varela_San)

3 pensamentos sobre “O aquecimento no Aikido

  1. Buenas tardes @Varela_San.

    Muchos son los curiosos que me preguntan si en Aikido no hacemos ejercicio físico para adquirir fondo, y también son muchos los practicantes que se equivocan creyendo que es precisamente eso lo que hacemos. Ante esta interrogante digo que cada uno por su cuenta, y fuera del Dojo debe ejercitarse, si lo cree necesario, para adquirir la forma física que crea más adecuada , pero lo que hacemos dentro del “Tapiz” es algo bien distinto.

    Creo que una vez más has acertado a enfocar el punto en el que se confunden muchos practicantes de Aikido. Una vez saludamos al Kamiza todo es Aikido, incluso los ejercicios que hacemos de inicio de trabajo, porque es un trabajo de aceptación. Yo personalmente nunca he estado demasiado de acuerdo con estos minutos porque, como bien dices, se acostumbra a sacar de contexto con el trabajo posterior. Aunque si se hace como dices creo que entonces sí es el camino correcto.

    Por mi parte siempre me ha gustado más trabajar Tori y Uke armados, bien con Ken o Jo, para hacer trabajos de Jutsu. Algo muy breve, no más de 10 minutos, para que sean capaces de entender ese punto de Budo que originalmente tuvo el Aikido, y así, como quien no quiere la cosa, trabajen los grupos musculares de las técnicas posteriores a mano vacía, así como la aplicación con armas.

    También es cierto que en ocasiones, aunque no son las más frecuentes, me ha gustado bombardearles con diferentes ataques sobre una misma técnica, 2 ó 3 minutos por técnica, sin que puedan pensar mucho, para que sean capaces de entender el nexo de unión que todas tienen entre sí. “¡Lo importante al final no es tanto la técnica sino cómo hemos llegado hasta allí!”

    Aunque en esto ya sabemos que “cada maestrillo tiene su librillo”.

    Gracias por tu trabajo.

    Saludos.

    T.L.S

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